Segurança da Informação e Redes Sociais: Garantia de reserva de identidade nas redes sociais é estratégia?

Numa sociedade em que a realidade das redes sociais está cada vez mais presente e é utilizada por consumidores para pressionar as empresas em garantir os seus direitos, a presença das companhias nas redes sociais tem se mostrado cada vez mais comum. Algumas as utilizam até como canal de comunicação com os consumidores para atender reclamações, receber sugestões e elogios. 



O fato é que grandes empresas brasileiras não garantiram ainda a sua participação no badalado mundo das redes sociais, o que acaba por gerar alguns questionamentos, a exemplo de: 

1) Garantir a presença da empresa nas redes sociais e garantir a "identidade na rede" é uma estratégia positiva?

Em muitos casos, percebe-se que a criação de perfis falsos pode comprometer a imagem da empresa, bem como violar a sua marca. 

2) É essencial estabelecer uma política de acesso e comportamento nas redes sociais dentro do ambiente de trabalho? 

Mesmo que a empresa não possua perfil registrado e seja participante ativa de redes sociais,  certamente os seus funcionários o são. É preciso estar atento para que esta participação não  vá além da esfera pessoal do funcionário e acabe prejudicando os interesses da empresa. 

Esta semana, o assunto foi objeto de uma matéria no site Convergência Digital:

"Rede social: corporações nacionais riscam o Facebook de suas estratégias

Não é apenas o poder público federal que está criando regras rígidas para o uso das redes sociais no ambiente de trabalho. Pesquisa da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial - Aberje - revela que grandes conglomerados nacionais optaram pela estratégia radical de não ter nenhum vínculo com as mídias sociais, em especial o Facebook. 


Reportagem do jornal O Estado de São Paulo, desta segunda-feira, 13/05, revela que corporações como a Cargill, a AercelorMittal Brasil, o Carrefour, a Usiminas e o JBS não têm página no Facebook e não planejam ter num curto prazo. O levantamento comprova que quase um quarto das maiores companhias do país ainda não criou uma página no Facebook. A maioria admite não saber como cuidar - e principalmente trabalhar de forma pró-ativa - a informação disponibilizada na mídia social.


O diretor presidente da Aberje, Paulo Nasser, observa que o Carrefour, por exemplo, está presente no Twiter, mas não tem página no Facebook, mídia social acompanhada por mais de 70 milhões de brasileiros. A ausência das empresas da mídia social não é benéfica, sugere o executivo. "Essas corporações têm papel enorme na sociedade. É quase obrigatório ocupar esse tipo de mídia", pondera Nasser.

Na sexta-feira, 10/05, o portal Convergência Digital divulgou as regras restritivas do Ministério da Cultura, onde o acesso ao Facebook é proibido aos funcionários públicos."